sábado, 19 de outubro de 2013




BLOCOS LÓGICOS


 
  
Um jogo de blocos lógicos contém 48 peças divididas em três cores (vermelho, azul e amarelo), quatro formas (quadrado, triângulo, retângulo e círculo), dois tamanhos (grande e pequeno) e duas espessuras (fino e grosso).
Os blocos lógicos foram criados na década de 1950 pelo matemático húngaro Zoltan Paul Dienes e são eficientes para que os alunos exercitem a lógica e evoluam no raciocínio abstrato.
Constituem um material extraordinário para estimular na criança, a análise, o raciocínio e o julgamento, partindo da ação, para então desenvolver a linguagem. De 1890 a 1934 foram utilizados de modo sistemático com crianças por Vygotsky, quando ele estudava a formação dos conceitos infantis.
Esse material é um recurso de grande aplicabilidade nas séries iniciais, pois permite que a criança desenvolva as primeiras noções de operações e suas relações como correspondência e classificação, imprescindíveis na formação de conceitos de matemática. Como diz Piaget, “a aprendizagem da matemática envolve o conhecimento físico e o lógico-matemático”. No caso dos blocos, o conhecimento físico ocorre quando a criança pega, observa e identifica os atributos de cada peça.
O lógico-matemático se dá quando ela usa esses atributos sem ter o material em mãos (raciocínio abstrato). Ele é de vital importância no desenvolvimento cognitivo da criança, pois, se não for trabalhado nas séries iniciais, o aluno pode nunca aprender matemática. Além disso, desenvolve: independência, confiança em si mesma, a coordenação e a ordem, a noção de volume, os sentidos da criança, a imaginação, a criatividade, experiências concretas levando a abstrações cada vez maiores e fazem a criança perceber erros ao realizar tarefas com o material.
Sugestão de atividade:
EMPILHANDO PEÇAS
Peças do material espalhadas pela mesa (ou pelo chão). O aluno deverá pear uma peça e colocar no centro da mesa, de modo que as peças serão empilhadas uma a uma. O aluno deverá fazer de tudo para a “torre” não cair. Para isso, o aluno terá que pensar nas peças mais adequadas para a base, meio ou topo da torre. Nesta atividade o aluno desenvolverá a capacidade de discernimento, raciocínio lógico e motricidade.

domingo, 8 de setembro de 2013







O software Speaking Dynamically Pro – SDP transforma o computador em um eficaz recurso de educação e de comunicação alternativa. É um programa fácil de usar e que trabalha integrado ao Boardmaker, permitindo criar inúmeras atividades interativas educacionais e de comunicação com acessibilidade total. Além disso, esse software possui voz sintetizada que permite uma comunicação clara e eficaz.
Além da capacidade gráfica dos símbolos PCS do Boardmaker, ele tem várias funções programáveis do Speaking Dynamically Pro, que trabalha com as ferramentas de comunicação alternativa.
Você inicia uma nova prancha no Boardmaker, cria células/teclas, acrescenta os símbolos necessários e, por fim, aplica um duplo clique na célula desejada. Abre-se o menu de funções do SDP, e muitas possibilidades se apresentam para quem necessita de comunicação alternativa. Com as mais de 350 pranchas de exemplo que acompanham o SDP, você aprenderá a programar qualquer prancha para estabelecer a comunicação alternativa.
Creio que o recurso apresentado seria muito útil para trabalharmos com alunos que necessitem dos recursos da comunicação aumentativa e alternativa, visto que o software apresenta sintetizador de voz e diversos exemplos de pranchas de comunicação prontas para serem utilizadas e personalizadas de acordo com as necessidades dos alunos.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013



ASPECTOS RELEVANTES NO PAPEL DO PROFESSOR DE AEE
O papel do professor do AEE na escola consiste em ser o responsável pela inclusão. Dessa forma, ele deve promover a inclusão de todos os alunos, deficientes ou não, para que nenhum deles seja excluído do direito de aprender.
Na sala de recursos multifuncionais, o professor do AEE tem a atribuição de identificar, elaborar, produzir e organizar serviços, recursos pedagógicos, de acessibilidade e estratégias, levando em consideração as necessidades específicas dos alunos da Educação Especial. Além disso, ele deve elaborar e executar o plano de AEE, avaliar a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade, organizar o tipo e o número de atendimentos aos alunos na sala de recursos, orientar professores e famílias sobre os recursos utilizados pelo aluno, ensinar e usar a tecnologia assistiva para ampliar as habilidades funcionais dos alunos para que eles possam desenvolver sua autonomia e participação.
O estudo de caso é fundamental para que o professor conheça as dificuldades e habilidades do aluno. Para realizar o estudo, é necessário avaliar o aluno na sala de recursos multifuncionais, observar o aluno em sala de aula e nas dependências da escola, realizar encontros com a família e com a professora da sala comum. Depois de coletar todas as informações sobre a situação do aluno e do ambiente no qual ele interage, o professor do AEE deve identificar-lhe a natureza do problema.
Diante do estudo realizado, surge a necessidade da elaboração do plano de Atendimento Educacional Especializado. Esse plano deve determinar com clareza os objetivos a serem atingidos, tanto na sala de recursos multifuncionais, quanto na sala de aula comum. Ele deve conter as ações em parceria com o professor da sala de aula comum e planejar as atividades que devem ser executadas na sala de recursos multifuncionais. Além disso, o plano deve determinar o período para o seu desenvolvimento e os resultados esperados.
Portanto, o plano de AEE, realizado a partir do estudo de caso, é vital para atender as necessidades do aluno. Ele deve assegurar o acesso do aluno ao ambiente e a conhecimentos escolares de forma a garantir a permanência e a participação do aluno na escola.